Encontro no Espaço Conecta reuniu um painel diverso de autores locais, sob mediação de Reynaldo Damazio, para discutir memórias, trajetórias e o fazer literário.
VOTUPORANGA – A tarde do dia 9 de agosto ficou marcada na programação do Festival Literário de Votuporanga (FLIV) como um momento de profunda celebração da diversidade literária e do resgate da identidade local. O Espaço Conecta recebeu a mesa de escritores "Territórios da Escrita 2", que uniu diferentes gerações e estilos da produção escrita contemporânea.
Sob a mediação de Reynaldo Damazio, o bate-papo, realizado das 16h às 18h30, contou com um painel plural de autores. A roda de conversa reuniu Ravel Gimenes e Professor Cido, já conhecidos por suas reflexões sobre a memória local, e ganhou ainda mais dinamismo com a participação de Angelo Lemos, Gabriela "Tarik" Lima e Luna Lee.
Essa união proporcionou aos presentes uma imersão riquíssima. Enquanto Angelo, Gabriela e Luna trouxeram frescor ao debate abordando os desafios, os processos criativos e as inspirações de suas próprias jornadas na escrita, o Professor Cido enriqueceu a troca de experiências ao compartilhar suas vivências e visões de mundo com os leitores, estudantes e moradores que acompanhavam a programação.
A obra de Ravel Gimenes, "Votuporanga e seus personagens: Um olhar direcionado aos filhos das brisas", também pautou momentos importantes do encontro, servindo como ponto de partida para discutir como as histórias de pessoas comuns são a verdadeira matéria-prima que constrói a grandiosidade de um município.
O grande ápice do evento, consolidando as discussões da tarde, ficou por conta da reflexão final de Ravel Gimenes. Encerrando a mesa, o autor fez um discurso contundente sobre o papel da escrita na preservação da memória. Ele destacou a importância fundamental da literatura como ferramenta de transformação social e fez uma defesa apaixonada do livro físico.
Para o escritor, o livro impresso não é apenas um simples veículo de informação, mas um objeto de afeto, um documento vivo e um verdadeiro patrimônio cultural. Ravel concluiu ressaltando que eternizar Votuporanga e as histórias de sua gente nas páginas de um livro é a maior prova de amor e respeito à cidade, garantindo que as memórias dos "filhos das brisas" jamais sejam apagadas pelo tempo, continuando a inspirar as futuras gerações.




.jpeg)






